13 de abril de 2010
12 de abril de 2010
Começou
Cinco meses durou a espera. Longo foi o Inverno do MotoGP entre as temporadas de 2009 e a de 2010 que arrancou, finalmente, ontem, no Qatar.
E arrancou bem, com emoção, espectáculo, uma invulgar luta pelos lugares da frente e um número de ultrapassagens que há muito víamos arredado da classe raínha. Não só ultrapassagens, mas pilotos que, tendo sido ultrapassados e perdido tempo, recuperavam o tempo e a posição. Isto sim, há muito não se via.
Ganhou Rossi, o que não era esperado. esperado é que ganhasse Stoner, mas o australiano, que se impusera nos últimos três anos na principal corrida do programa, depois de sair da "pole", caíu quando liderava e se afastava dos perseguidores.
Ganhou Rossi e conseguiu importante avanço sobre o seu rival da Ducati nas contas do campeonato que, é certo, só agora começou. Foi segundo Lorenzo, beneficiando de um final de corrida incrível por parte das Yamaha que conseguem funcionar como nenhuma outra quando os pneus já deram o que tinham a dar. Ben Spies, colocou a terceira Yamaha nas cinco primeiras posições (com duas com dois primeiros lugares), o que (re)confirma a M1 como a melhor moto da grelha.
Ganhou Rossi, mas acabou sem gasolina na volta de consagração. Terá o duelo com as Honda - Pedrosa inicialmente, Dovizioso depois - obrigado o quatro cilindros japonês a beber mais do que o previsto?...Ganhou Rossi e ganhou bem, porque numa corrida em que tanto se falou de velocidade de ponta, o italiano pilotava a moto que, de todas, era a menos veloz em ponta!
Dovizioso foi terceiro. Bateu-se bem. Heroicamente. Fez com que os comentadores começassem a duvidar da "crise da Honda" e passassem a falar (ainda em surdina, é certo) da "crise de Pedrosa. Está a fazer bem ao italiano a presença de Livio Suppo (ex-Ducati) na box da marca da "asa dourada". A de Suppo e, ao que parece, a dois engenheiros de telemetria e electrónica "desviados" da Yamaha no final da temporada passada.
Mas talvez "Dovi" não merecesse o pódio . Afinal, apesar da boa corrida e de ter, até, comandado por instantes, só bateu Nicky Hayden em aceleração balística para a linha de meta.
Hayden, esse, renasceu das cinzas. Finalmente ajudado por uma moto que - pelas imagens se percebe - funciona de forma homogénea, faz trabalhar as suspensões e age em sintonia com os pneus. O novo motor "big bang" faz toda a diferença. E o americano aproveita a mudança da melhor forma. Merecia o pódio. Numa corrida em que Stoner desistiu bem cedo, também foi seu o mérito de ter mantido os responsáveis maiores da Ducati "agarrados" aos monitores sem debandarem como acontecia sempre que Stoner abandonava. E essa é, talvez, a maior recompensa do fim de semana para o "rapaz do Kentucky".




E arrancou bem, com emoção, espectáculo, uma invulgar luta pelos lugares da frente e um número de ultrapassagens que há muito víamos arredado da classe raínha. Não só ultrapassagens, mas pilotos que, tendo sido ultrapassados e perdido tempo, recuperavam o tempo e a posição. Isto sim, há muito não se via.
Ganhou Rossi, o que não era esperado. esperado é que ganhasse Stoner, mas o australiano, que se impusera nos últimos três anos na principal corrida do programa, depois de sair da "pole", caíu quando liderava e se afastava dos perseguidores.
Ganhou Rossi e conseguiu importante avanço sobre o seu rival da Ducati nas contas do campeonato que, é certo, só agora começou. Foi segundo Lorenzo, beneficiando de um final de corrida incrível por parte das Yamaha que conseguem funcionar como nenhuma outra quando os pneus já deram o que tinham a dar. Ben Spies, colocou a terceira Yamaha nas cinco primeiras posições (com duas com dois primeiros lugares), o que (re)confirma a M1 como a melhor moto da grelha.
Ganhou Rossi, mas acabou sem gasolina na volta de consagração. Terá o duelo com as Honda - Pedrosa inicialmente, Dovizioso depois - obrigado o quatro cilindros japonês a beber mais do que o previsto?...Ganhou Rossi e ganhou bem, porque numa corrida em que tanto se falou de velocidade de ponta, o italiano pilotava a moto que, de todas, era a menos veloz em ponta!
Dovizioso foi terceiro. Bateu-se bem. Heroicamente. Fez com que os comentadores começassem a duvidar da "crise da Honda" e passassem a falar (ainda em surdina, é certo) da "crise de Pedrosa. Está a fazer bem ao italiano a presença de Livio Suppo (ex-Ducati) na box da marca da "asa dourada". A de Suppo e, ao que parece, a dois engenheiros de telemetria e electrónica "desviados" da Yamaha no final da temporada passada.
Mas talvez "Dovi" não merecesse o pódio . Afinal, apesar da boa corrida e de ter, até, comandado por instantes, só bateu Nicky Hayden em aceleração balística para a linha de meta.
Hayden, esse, renasceu das cinzas. Finalmente ajudado por uma moto que - pelas imagens se percebe - funciona de forma homogénea, faz trabalhar as suspensões e age em sintonia com os pneus. O novo motor "big bang" faz toda a diferença. E o americano aproveita a mudança da melhor forma. Merecia o pódio. Numa corrida em que Stoner desistiu bem cedo, também foi seu o mérito de ter mantido os responsáveis maiores da Ducati "agarrados" aos monitores sem debandarem como acontecia sempre que Stoner abandonava. E essa é, talvez, a maior recompensa do fim de semana para o "rapaz do Kentucky".




9 de abril de 2010
7 de abril de 2010
Jailcation...
O vídeo "Mancation" com Colin Edwards e Ben Spies como protagonistas, que aqui postámos há dias, conheceu um episódio não revelado. É que durante as filmagens, o "Mancation" esteve a um passo de ser "Jailcation", com o aparecimento de uma patrulha policial. Tudo acabou em bem, claro.
Veja esta história, e mais, na coluna de Ben Spies ("Elbow room") para o Superbikeplanet. com.
Veja esta história, e mais, na coluna de Ben Spies ("Elbow room") para o Superbikeplanet. com.
3 de abril de 2010
Soaked Lamb
A música portuguesa tem visto nascer alguns projectos interessantes nos últimos anos. Coisas fora do "mainstream", como convém e se recomenda. O caso mais recente dá pelo nome (sugestivo!) de Soaked Lamb.
O seu ambiente sonoro (blues, jazz, ragtime..) transporta-nos para a América de entre os anos 20 e 40 do século passado. A apresentação do segundo álbum ("Hats and Chairs") da banda de Lisboa foi esta semana. O Manuel Portugal esteve lá e fez estas fotos. Entretanto podem ouvi-los em www.myspace.com/thesoakedlamb.




O seu ambiente sonoro (blues, jazz, ragtime..) transporta-nos para a América de entre os anos 20 e 40 do século passado. A apresentação do segundo álbum ("Hats and Chairs") da banda de Lisboa foi esta semana. O Manuel Portugal esteve lá e fez estas fotos. Entretanto podem ouvi-los em www.myspace.com/thesoakedlamb.




2 de abril de 2010
Vogais e consoantes
Os Blues foram o tipo de música que primeiro me prendeu. Ainda bem cedo, embora fosse raro encontrar e mais difícil adquirir os maiores standards do género, começando pelo "musicbook" do delta do Mississipi. "Obra" que os irmãos Lomax "levantaram" e gravaram para a Biblioteca do Congresso americano num portátil (de 60 kg) que transportavam na mala do carro, andando de terra em terra, pelas plantações, nos anos 40.
Só cheguei a Robert Johnson, Charley Patton, Son House, Big Bill Broonzy, Leadbelly, Bukka White, às primeiras gravações de Muddy Waters, John Lee Hooker e afins quando comecei a viajar e a poder adquirir "lá fora" o que por cá só chegou "a sério" com advento das mega lojas FNAC, Valentim de Carvalho e Virgin (esta durou pouco).
O Jazz foi uma descoberta tardia. Embora se ouvissem em minha casa, quando era miúdo, os standards americanos, pelas vozes de Sinatra, Peggy Lee, Ella Fitzgerald, só quando entrei nos 30 é que este estilo verdadeiramente me "bateu". Culpa de vozes femininas como as Sarah Vaughan, Billie Holliday e Nina Simone ou de tipos como Duke Ellington, Benny Goodman, Louis Armstrong, Dave Brubeck, Charlie Parker, Bill Evans, John Coltrane, Oscar Peterson, Ben Webster, Chet Baker... Miles Davis!
Tudo isto a propósito de uma conversa tida ontem com um grupo de amigos, num jantar do Cafe Racer351, sobre estilos musicais. No decorrer dessa tertúlia um amigo definiu com clareza e simplicidade a diferença entre os estilos. Disse ele: "o Blues são as vogais, o Jazz as consoantes". Perfeito.
De facto, não sabemos ler ou escrever se não conhecermos na perfeição as vogais e as consoantes. A simplicidade básica, feita de emoção e pulsar animal do Blues, por oposição à maior sofisticação e inteligência do Jazz... vogais e consoantes.



Só cheguei a Robert Johnson, Charley Patton, Son House, Big Bill Broonzy, Leadbelly, Bukka White, às primeiras gravações de Muddy Waters, John Lee Hooker e afins quando comecei a viajar e a poder adquirir "lá fora" o que por cá só chegou "a sério" com advento das mega lojas FNAC, Valentim de Carvalho e Virgin (esta durou pouco).
O Jazz foi uma descoberta tardia. Embora se ouvissem em minha casa, quando era miúdo, os standards americanos, pelas vozes de Sinatra, Peggy Lee, Ella Fitzgerald, só quando entrei nos 30 é que este estilo verdadeiramente me "bateu". Culpa de vozes femininas como as Sarah Vaughan, Billie Holliday e Nina Simone ou de tipos como Duke Ellington, Benny Goodman, Louis Armstrong, Dave Brubeck, Charlie Parker, Bill Evans, John Coltrane, Oscar Peterson, Ben Webster, Chet Baker... Miles Davis!
Tudo isto a propósito de uma conversa tida ontem com um grupo de amigos, num jantar do Cafe Racer351, sobre estilos musicais. No decorrer dessa tertúlia um amigo definiu com clareza e simplicidade a diferença entre os estilos. Disse ele: "o Blues são as vogais, o Jazz as consoantes". Perfeito.
De facto, não sabemos ler ou escrever se não conhecermos na perfeição as vogais e as consoantes. A simplicidade básica, feita de emoção e pulsar animal do Blues, por oposição à maior sofisticação e inteligência do Jazz... vogais e consoantes.



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