Uma associação britânica de críticos de cinema, a London Film Critics' Circle, acaba de nomear "Apocalypse Now" como o melhor filme dos últimos trinta anos, precisamente quando a obra de Francis Ford Coppola está a comemorar o seu trigésimo aniversário. Nesta distinção, bateu "A Lista de Schindler", de Spielberg, numa lista de 10 que inclui ainda grandes títulos como "Imperdoável", de Eastwood, "LA Confidential", de Curtis Hanson, e "Fargo", de Joel Coen, entre outros.
"Apocalypse Now" é um dos meus filme preferidos de sempre. O seu lançamento - ultrapassadas todas as polémicas que rodearam a produção - marca um momento na história da "sétima arte", tendo aberto, claramente, novos caminhos e revelado toda uma abordagem nova nos campos da estética e da narrativa cinematográficas. "Apocalypse Now" é, ainda, um documento precioso para se "perceber" a Guerra do Vietname, particular a que é obrigatório juntar outra obra verdadeiramente magistral chamada "Full Metal Jacket", de Stanley Kubrick.
O filme de Coppola consagra a figura de Marlon Brando (Coronel Kurtz), numa das suas melhores (breve, mas poderosa) aparições na tela, e "apresenta" ao público uma nova estirpe de actores que vão de Martin Sheene (Capitão Willard) a Harrison Ford (o jovem Coronel Lucas que surge no início do filme) passando pelos marcantes Robert Duvall (Tenente-Coronel Bill Kilgore da "cavalaria aérea") e Dennis Hopper (o fotojornalista que vive junto de Kurtz).
Sob o manto inspirador de George Lucas, e com ele, apareceram a realizar filmes fundamentais das décadas de 70 e 80 (e por aí fora...), para além do já citado realizador, nomes como Spielberg, Scorsese, Zemeckis, entre outros.
Vi "Apocalypse Now, em estreia, na última fila do balcão do velho "piolho" da Amadora, então chamado Cine Plaza. Lembro-me de ter sido o primeiro filme que me deixou verdadeiramente em "silêncio meditativo" quando as luzes se acenderam no final.