Lisboa tem um grave problema de trânsito. Felizmente não tão grave quanto o de outras capitais europeias. Mas ainda assim...
Confesso o meu cepticismo inicial relativamente à capacidade do actual Presidente da Câmara para se debruçar a sério sobre este problema. Até porque começou mal, com medidas demagógicas pouco interessantes e com resultados práticos nulos. Como o "devolver o Terreiro do Paço às pessoas" encerrando o trânsito naquelas artérias ao fim de semana.
No entanto, os mais recentes sinais parecem apontar para soluções que há muito preconizo. Leio hoje no "Público":
"O autarca alertou para a urgência de as pessoas se habituarem a largar o transporte particular defendendo que parte das verbas das portagens dos acessos a Lisboa devem contribuir para o aumento do número de transportes públicos.'" Faz bem Sr. Presidente.
Gostava que tivesse coragem para implementar algumas medidas mais impopulares e menos consensuais, mas aquelas que iriam contribuir bastante para a resolução dos problemas de circulação, estacionamento na cidade e diminuir os valores de poluição no centro.
Nomeadamente:
- implementação de portagens à entrada da cidade para veículos segundo o modelo londrino;
- incentivo à utilização de veículos motorizados de duas rodas de baixa cilindrada, pouco poluentes, através da livre circulação e estacionamento gratuito por toda a cidade;
- estacionamento pago para veículos ligeiros em toda a cidade;
- controlar eficazmente os horários e as condições de descarga de mercadorias dentro da cidade (absolutamente selvagem hoje em dia...)
- aumento das soluções de transporte público, nomeadamente a criação de "corredores eléctricos" nos principais eixos;
- interdição absoluta de circulação de veículos motorizados na "baixa", incluindo táxis, à excepção de transportes públicos colectivos...
Post Scriptum: enquanto pensa nisto, Sr. Presidente, assine lá a petição que lhe foi entregue para autorizar a circulação das motos nas faixas BUS, como - e bem - acontece nas cidades mais evoluídas da Europa.