2 de maio de 2009

Café-racers dos Alpes

Havíamos parado para uma última foto sobre o vale. No fim de Junho, o gelo transformado em água ainda corria em fúria alimentando o caudal do sinuoso rio, brindando os forasteiros com a vista de uma monumental cascata que impressionava até ao longe.

A paragem seria curta, pois a estrada chamava-nos. Havíamos de cruzar os Alpes nesse dia, entrar em Itália e pernoitar em Bolonha. Uma última foto. Uma última brincadeira de miúdos crescidos.

Quando, de uma qualquer máquina do tempo, dos álbuns encadernados a couro com revistas velhas, saem estes três café-racers teutónicos. "Black leather jackets", óculos de aviador, espírito e indumentária a combinar com as três maravilhoss e veteranas máquinas. A bela Ducati, a inesgotável “Bê-éme” e a sedutora Guzzi.

Olhares de admiração e inveja, máquinas em punho para registar o momento e meter conversa. Mas ambos estávamos com pressa, eles desciam ao vale, nós subíamos às montanhas.

4 comentários:

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  2. Afinal existem!?

    Os café racers não só têm um extraordinário amor às motas com existem, e bem, por toda a Europa e estão em força em alguns Estados da federação americana.

    Por vezes, em Portugal, parece que os café-racer são figuras retóricas, parte das lendas de outros tempos, histórias para contar aos netos sobre mariolas de mota, mal educados que lançavam as beatas ao chão em protesto contra a sociedade.

    Mas não, o café racing também existe em Portugal, e de uma forma contemporânea, com grande requinte na preparação - de que as máquinas nas fotos são paradigmáticas -, como o crescimento e afirmação dos café racers nacionais é grande e irreversível.

    Quem não se sente tentado? Quem falta ainda cair na tentação?

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  3. Belas máquinas!!!

    Parabéns pelo blogue...

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  4. Começo a gostar deste tipo de motos, eventualmente por me ter apercebido de que já sou mais clássico que algumas delas... Ultimamente ando a babar ( e isto não é uma referência irónica ao género...) com a Ducati TT F1.

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