22 de março de 2012

Daytona Short Track II

A segunda ronda da jornada inaugural do GNC acabou, tal como acontecera na véspera, com a vitória de uma Honda, desta vez a de Matt Weidmann que fora segundo na primeira corrida. A segunda posição foi para outra Honda, a de Jared mees, seguindo-se duas Kawasaki, as de Brad baker e Kenny Coolbeth Jr.

Com estes resultados, Weidmann lidera a classificação do GNC-Expert Singles, com mais sete pontos que Mees e mais oito que Johnny Lewis, o vencedor da primeira prova.

18 de março de 2012

A bela Elena

Elena Myers, de apenas 19 anos, entra para a história como a primeira mulher a vencer uma corrida profissional no circuito de Daytona. Foi no decorrer da Daytona Bike Week, na segunda prova de Supersport. Bela - e brava! - Elena.

Homenagem

Jason DiSalvo - que já vimos correr no Mundial de SSP com as Triumph 675 da ParkinGo 2010 - ficou em segundo lugar nas 200 Milhas de Daytona, prova corrida ontem, na Florida.

DiSalvo, que voltou a pilotar a Triumph Daytona 675, correu com o nº9 e as cores de Gary Nixon. Uma bonita homenagem a esta lenda americana.

0,048s

200 milhas, 1h47 de corrida e no final a diferença entre primeiro e segundo foi de 0,048s. As corridas deviam ser todas assim. Daytona, ontem.

16 de março de 2012

Daytona Short Track I

Arrancou a temporada 2012 do Grand National Championship, como habitualmente, com jornada dupla em Daytona, por ocasião da Bike Week - um dos eventos mais conhecidos do universo motociclista.

Neste primeiro confronto reservado às monocilíndricas, a noite pertenceu a John Lewis (nº10) que liderou as 25 voltas da Final, impondo a Honda CRF 450. Na segunda posição terminou outra Honda, a de Matt Weidman (nº20) e o terceiro lugar foi para a Yamaha de Sammy Halbert (nº7). Seguiram-se Kenny Coolbeth (Kawasaki, nº2), Brad Baker (Kawasaki, nº12), Bryan Smith (Honda, nº42) e Jared Mees (Honda, nº9). O Campeão em título, Jake Johnson (nº1), atrasou-se e acabou apenas no 12º posto.










1 de março de 2012

8 de fevereiro de 2012

O lóbi

É certo e sabido que a política, os interesses económicos e as "firmas poderosas" tomaram conta do desporto em geral. É assim que atletas proeminentes ficam pelo caminho, e outros absolutamente medianos se eternizam em equipas de topo e exibindo patrocínios de primeira.

Mas nem sempre as diferentes são cavadas por fossos tão evidentes como aquele que começámos por referir. Por vezes, pilotos de igual valia disputam um determinado posto, para o qual o "eleito" acaba quase sempre por ser, invariavelmente, o "afilhado" de algum poder com maior ou menor visibilidade.

O MotoGP não escapa a esta regra e a esta lógica.

No ano passado, o português Miguel Oliveira começou o campeonato a dar nas vistas, guindando-se a posições que o material ao dispor não faria suspeitar numa época de estreia. O seu "nemesis", o espanhol Maverick Viñales - rival já batido no CEV em confronto directo - tinha uma estreia discreta. De repente, enquanto Oliveira se debatia com problemas de vária ordem, Viñales aparecia subitamente a discutir vitórias. Tornava-se claro, o piloto da Blusens começara a receber apoio de fábrica (Aprilia) ao nível da formação de ponta, a equipa de Jorge Martinez.

O resto da temporada, mais não foi do que a confirmação destes factos.

Terminada a época, com os equívocos conhecidos para o piloto português que o levaram a abandonar o campeonato antes deste se concluir, Oliveira tem a possibilidade de estrear, em duas provas do CEV, a nova Honda de Moto3. Em duas provas, consegue outras tantas vitórias. Se preciso fosse, o jovem Miguel convence a Honda e a equipa Monlau, de Emilio Alzamora, a contratá-lo para 2012.

Pouco depois, a Repsol (actual patrocinadora da equipa de fábrica da Honda em MotoGP e apoiante de vários pilotos em Moto2 e Moto3) anuncia os seus pilotos oficiais para este ano: Casey Stoner, Dani Pedrosa, Marc Marquez, Alex Rins e Miguel Oliveira. Isto é o mesmo que dizer que os dois espanhóis (Marquez e Rins) e o português eram os pilotos "encarreirados" para a sucessão a Dani Pedrosa na formação principal da Honda, seja daqui a um ano, seja daqui a dois ou três; sobretudo, tendo em conta que Marquez deverá ser o substituto directo do pequeno Dani.

Ontem, o mundo do motociclismo não deixou de olhar com alguma ironia para o anúncio de que Maverick Viñales também seria piloto oficial Repsol...

A conclusão não pode ser outra: o lóbi de Viñales não descansou até colocar o piloto em igualdade com os dois rivais da Monlau. Esta exibição de poder, a somar à que já fora evidenciada no ano passado, parece não deixar margem para dúvidas: este rapaz vai longe, e não será necessariamente pelo seu talento...

Miguel Oliveira aos comandos da Honda da equipa Monlau, hoje em Valência